A.S.I. 9 - 9° Colóquio Internacional sobre Análise Estatística Implicativa
Institut Universitaire de Technologie de Belfort - France 4 -7 Octobre 2017
Evento

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ASI9 Logo Este 9° Encontro internacional se insere na lógica científica dos precedentes :
  • França: IUFM de Caen em 2000 (A.S.I 1)
  • Brasil: Universidade PUC de São Paulo em 2003 (A.S.I 2)
  • Itália: Universidade de Palerme em 2005 (A.S.I 3)
  • Espanha: Universidade de Castellon em 2007 (A.S.I 4)
  • Itália: Universidade de Palerme em 2010 (A.S.I 5)
  • França: IUFM-Universidade de Caen em 2012 (A.S.I 6)
  • Brasil: Universidade PUC de São Paulo em 2013 (A.S.I 7)
  • Tunisia : Institut Supérieur Technologique de Radès em 2015 (A.S.I 8)
Numa tentativa de acolher todos os colegas que desejem contribuir ao desenvolvimento desta perspectiva e de oferecer a possibilidade de comunicar seus trabalhos científicos que abordem tanto questões teóricas quanto aplicações da A.S.I.
Origem e desenvolvimento da A.S.I.
" Atualmente, a Análise Estatística Implicativa (A.S.I) designa um campo teórico centrado sobre o conceito de implicação estatística ou mais precisamente sobre o conceito de quase-implicação para distinguí-lo do de implicação lógica dos domínios da lógica e da matemática.O estudo deste conceito de quase-implicação, enquanto objeto matemático, nas áreas da probabilidade e da estatística, permitiu a construção de ferramentas teóricas que instrumentam um método de análise de dados. Impõe-se assim o constato de que as raízes epistemológicas deste conceito se alimentaram de questões que surgiram principalmente de um outro campo : o da didática da matemática. Historicamente, uma das questões abordadas diz respeito a ênfase de níveis de complexidade de exercícios de matemática propostos à alunos que pode ser enunciada da maneira seguinte :
R " se um exercício é mais complexo que um outro, então todo aluno que resolve o primeiro deveria também resolver corretamente o segundo."
De uma forma mais específica, Régis Gras, (Gras, 1979)1 tinha concebido a priori em 1976 uma taxonomia de objetivos cognitivos, quer dizer uma préordem parcial entre competências esperadas do aluno no decorrer da aprendizagem e do funcionamento operatório dos conceitos matemáticos. Por exemplo, nesta taxonomia " Escolha e ordenação de argumentos " precederia a " Crítica da argumentação e construção de contra-exemplos " e sucederia a " Realização de algoritmos simples" A partir de diversos testes constituidos de variantes de exercicios apresentados a alunos de nível fundamental 2 (13 à 15 anos), ele esperava a validação a priori desta taxonomia. Sob a forma de um grafo orientado sem ciclo, a organização dos desempenhos observados deveria permitir o estudo da adequação da taxonomia à preordem restituida por esse grafo e, acessoriamente o estudo das distorções ligadas a dois métodos de ensino diferentes. Todo professor, assim como todo pesquisador em didática da matemática, sabe pela prática pedagogica ou pela observaçao que contra-exemplos aparecem nas situações observadas com relação às hipoteses levantadas sobre o desempenho. Uma ferramenta estatítica tornava-se assim necessaria para avaliar e representar as quase-regras desveladas da contigência à partir da base dos resultados obtidos2
Retornado-se ao enunciado R supra-citado, ele exprime uma regra que é observada raramente de um ponto de vista restrito. Ele não pode assim ter o estatuto de um teorema no sentido definido na área da matemática. Entretanto, ele se inscreve plenamente no quadro paradigmático da relação de implicação estatística que é o objeto central dessa obra e onde as regras se exprimem sob a forma : " Se observa-se a, então observa-se geralmente b ".
Ao longo dos trinta ultimos anos, o desenvolvimento teórico da análise estatística implicativa foi principalmente estimulado por uma dialética entre prática e teoria, em uma tensão entre dois quadros : estatística aplicada à... e estatística matemática. Em diversos domínios do conhecimento cientifico, tais quais a didática da matemática, a psicologia, a sociologia, a bio-infromação, etc, dados construídos foram submetidos a este método de análise. Essa aplicação mostrou a eficiência do método na sua capacidade a fazer emergir propriedades que outras abordagens não permitiam, mas ela também permitiu mostrar seus limites suscitando assim novas problemáticas, em torno do conceito-objeto da quase-implicação.O raciocínio que fundamenta a interpretaço dos resultados da análise estatística implicativa é essencialmente de natureza estatística e probabilística. Este modo de raciocínio se inscreve em uma perspectiva impulsionada pelo desenvolvimento do pensamento estatístico, do espírito estatístico.

Uma parte importante do desenvolvimento da análise estatística implicativa origina-se assim dos trabalhos conduzidos, dirigidos ou impulsionados por Régis Gras desde os anos 70. Mas igualmente dos encontros internacionais sobre a Analise Estatística Implicativa (IUFM de Caen em 2000 e 2012, Université PUC à Sao Paulo em 2003 e 2013, Université de Palerme em 2005 e 2010, Université de Castellon em 2007, Institut Supérieur des études technologiques de Radès na Tunisia em 2015) onde discussões e debates permitiram o desenvolvimento da teoria e uma abertura a uma variedade de aplicações.
A ampliação do desenvolvimento da A.S.I. também encontrou seu apoio na assistência informatica pela criação de um software designado pelo acrônimo CHIC (Classification Hiérarchique, Implicative, Cohésitive) do qual Régis Gras inicia a programação, retomada em seguida pelas teses de Saddo Ag Almouloud3et de Harrison Ratsimba-Rajohn4 e cujo desenvolvimento atual é pilotado por Raphaël Couturier5."

Extraido do livro :
Gras R., Régnier J.-C., Guillet F. (Eds) (2009) Analyse Statistique Implicative. Une méthode d'analyse de données pour la recherche de causalités. RNTI-E-16
Consultable : http://www.cepadues.com/livre_details.asp?l=897
Notes :
1 Gras, R. (1979). Contribution à l'étude expérimentale et à l'analyse de certaines acquisitions cognitives et de certains objectifs didactiques en mathématiques, Thèse d'Etat, Université de Rennes 1.
2 A nosso conhecimento, nenhuma outra taxonomia, por exemplo a mais célebre a de Bloom (Taxonomy of Educational Objectives, 1956), de onde se inspirou R.Gras, não foi testada e validade através de métodos estatisticos comparaveis.
3 Ag Amouloud, S. (1992). L'ordinateur, outil d'aide à l'apprentissage de la démonstration et de traitement de données didactiques, Thèse de doctorat de l'Université de Rennes 1.
4 Ratsimba-Rajohn, H. (1992). Contribution à l'étude de la hiérarchie implicative. Application à l'analyse de la gestion didactique des phénomènes d'ostension et de contradiction, Thèse de doctorat de l'Université de Rennes 1.
5 Couturier, R. et R. Gras (2005). CHIC : Traitement de données avec l'analyse implicative, Extraction et Gestion des Connaissances, Volume I1, RNTI, Toulouse : Cépaduès Éditions, 679-684

Demais livros sobre A.S.I. :
Gras R., Suzuki E., Guillet F. and Spagnolo F. (Eds) (2008) Statistical Implicative Analysis, Springer-Verlag, Berlin-Heidelberg [Consultable : http://www.springer.com/engineering/book/978-3-540-78982-6]

Orus P., Zamora L., Gregori P. (Eds) (2009) Teoria y Aplicaciones del Analisis Estadistico Implicativo, Universitat Jaume-1, Castellon (Espagne)

 Régnier J.C., Gras R., Spagnolo F., Di Paola B. (Eds) (2011) Analyse Statistique Implicative: Objet de recherche et de formation en analyse des données, outil pour la recherche multidisciplinaire. Prolongement des débats. QRDM Quaderni di Ricerca in Didattica - GRIM ISSN on-line 1592-4424, Palerme: Université de Palerme.

http://math.unipa.it/~grim/QRDM_20_Suppl_1.htm

Régnier J.C., Bailleul, M., Gras R.(Eds) (2012) Analyse Statistique Implicative: de l'exploratoire au confirmatoire. ISBN 978-2-7466-5256-9 Caen : IUFM de l'Université de Caen.

http://math.unipa.it/~grim/QRDM_22_Suppl_2.htm

Gras R., Régnier J.-C., Marinica, C., Guillet F. (Eds) (2013) Analyse Statistique Implicative. Méthode exploratoire et confirmatoire à la recherche de causalités. Toulouse: Cépaduès Editions

http://www.cepadues.com/pages/Livre/Livre.aspx?ID=745

Régnier J.C., Ag Almouloud, S., Gras R.(Eds) (2013) Analyse Statistique Implicative. Cadre théorique et applicatif pour l’exploration sémantique et non symétrique des données. São Paulo : PUC/PPGEM

http://revistas.pucsp.br/index.php/emp/issue/view/1271

Régnier, J.C., Slimani, Y., Gras, R., Ben Tarbout, I., Dhouibi, A. (Eds) (2015). Analyse statistique implicative. Des sciences dures aux sciences humaines et sociales. Tunisie. ARSA Association pour la Recherche en Statistique Appliquée ISBN 978-9973-9819-0-5. (1ère édition) - QRDM - "QUADERNI DI RICERCA IN DIDATTICA" - G.R.I.M. Supplemento n.1 al N.25- PALERMO 2015 (2ème édition)


Télécharger 2ème édition : http://math.unipa.it/%7Egrim/quaderno25_suppl_1.htm

Télécharger 1ère édition : http://sites.univ-lyon2.fr/asi8/pub/ISBN9789973981905ASI8.pdf

Gras, R., Régnier, JC., Lahanier-Reuter, D. Marinica, C., Guillet, F. (Eds) (2017) Analyse Statistique Implicative. Des Sciences dures aux Sciences Humaines et Sociales. Toulouse : Cépadues

http://www.cepadues.com/livres/l-analyse-statistique-implicative-edition-sous-direction-regis-gras-9782364935778.html

Ultima alteração : 22/08/2018
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